sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Quem é que me (em)forma?

Hoje eu acordei sem querer sair de casa. Engraçado, na semana passada, sexta-feira, eu também não queria sair de casa. Tive a impressão que ficando em casa estaria ganhado mais. Mas, superei, saí e não me arrependi. Faço parte de uma grupo muito interessante, que aborda temas relacionados a infância, risco, vulnerabilidade, constutição subjetiva e outras coisas que se relacionam com meus planos profissionais. Tiramos encaminhamentos significativos.
Através das discussões viabilizadas nesses espaços de formação (participo de outros grupos), comecei a pensar (na verdade, retomei o pensamento) sobre como a postura dos estudantes de psicologia, e de outras graduações também, são determinantes para o sucesso profissional.
No ano passado tive a oportunidade de atuar em um projeto desenvolvido por estudantes de psicologia e aplicado com professores do nível fundamental e nível médio, cujo objetivo era discutir os impactos da violência dentro da escola. Depois dessa experiência não me enxergo mais como alguém que só poderá atuar/intervir depois de decorridos os 10 semestres de formação. E além disso, acredito que as aulas passam a fazer mais sentido depois de algumas experiências que estam fora do currículo obrigatório. O que estou querendo dizer é que a sala de aula oferece alguns conteúdos para as intervenções, porém, seguindo o nosso desejo temos muito mais a contribuir. Já passaei por outra instituição de ensino e saí de lá quando alcancei o 5º semestre. Hoje me encontro com os alunos que estudaram comigo nessa outra instituição e vejo o quanto consegui ampliar meu conhecimento. Certo que o conteúdo estudado influencia, porém a existência ou não de espaços para discutir, aplicar e observar as contribuições dos teóricos é um diferencial. Com mais um "porém", quero encerrar este comentário: como a instituição vai compreender quais são os seus anseios profissionais? No decorrer destes dois anos, na Faculdade Social, compreendi que por mais que a instituição tenha seus projetos próximos aos meus ideais de carreira, o que me distinguirá da multidão de psicólogos certamente não serão as ferramentas que recebi da minha instituição de ensino, mas o que eu fiz com elas.
Assim, planejar e empreender são os melhores exercícios para quem deseja se diferenciar profissionalmente.
Nas próximas postagens vou falar mais algumas coisas sobre o assunto, até porque é uma forma muito interessante de me planejar também.
Já ia me esquecendo das minhas últimas "deitadas" no divã desencanei com o lance de "passar na frente". Estou penssando em outras coisas, mas depois atualizo vocês. Até mais.

Um comentário:

  1. Alê,
    adorei sua iniciativa de começar o blog. Eu ja tive váários, mas por falta de tempo, acabava abandonando eles, e depois excluindo. Até que eu resolvi que não faria mais, e voltei a época em que existia diários, e que eles sim eu tinha tempo para escrever tudo que me incomodava, e tudo que me fazia feliz!
    E com isso eu pude descobrir que eu podia sim ser feliz, bastava eu querer. Bastava eu me amar que tudo se resolvia no tempo certo.
    Até hoje me pego com umas "imaturidades", alguns incomodos, mas enfim! ;)
    Pode deixar que eu vou sim sempre assim visitar o seu blog, vê o que você postou .. ;)
    Eu adoro muito você!
    Um beijo da sua amiga.
    Tassinha (Tássia - 5º semestre)

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