Quero dividir com vocês uma angústia antiga. A relação dos estudantes/clientes com o serviço oferecido nas instituições de ensino superior.
A maioria dos meus colegas sabem que me transferi de outra faculdade aqui para a FSBA. Passei 5 semestres em um outro curso de Psicologia. Não vou dizer que tudo que havia lá era ruim, mas as unicas coisas que tenho saudade não se relacionam com a competência da instituição: era muito mais próximo da minha casa e lá eu estudava pela manhã. Fora isso conheci alguns bons professsores, que mais cedo ou mais tarde também sairam.
Nesta faculdade em algumas oportunidades ouvi alguns colegas reclamerem do trabalho que era conseguir instituições para realizar os estágios de "observação". Lembro das falas de alguns colegas como se fosse hoje: "Onde já se viu isso? Pago uma mensalidade tão cara pra ainda ter que sair para procurar lugar para fazer estágio! Isso é responsabilidade da coordenação do curso. " Ouvi passivamente esse discurso por alguns semestres, mas chegou uma hora que essa fala começou a me incomodar. Isso acontecei mais exatamente quando foi trabalhar na empresa onde trabalho. O mundo capitalista nos ensina algumas coisinhas. Pensei o seguinte: quando eu tiver saido da faculdade terei que me virar para conseuir um trabalho que me realize, algo que esteja a altura dos motivos que me trouxeram à Psicologia (não dá pra se contentar com a vaga dos classificados).
A princípio pode parecer pretencioso, mas se funcionarmos na lógica do estudante que no dia formatura recebe um diploma com pó de pirlim-pimpim relamente, vamos nos conformar com a vaga sub-tudo (remunerada, valorizada, aproveitada). A partir do dia percebi que no dia da minha formatura eu não mudaria de categoria subtamente, de estudante para profissional, passei a me incomodar com o comodismo e a repetição de uma teoria nua.
Tudo que eu vejo na faculdade não vai em hipótese alguma fazer sentido se não estiver inserido em um contexto. Daí a importancia das atividades de pesquisa e extensão. Na legislação educacional brasileira existem normas que obrigam as universidade a apoiar o processo educativo sobre as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Mas o que temos a ver com isso? Estudamos em uma Faculdade e não numa Universidade, certo? Em parte. Realmente, não somos uma Universidade. No entanto, é atraves das atividas de pesquisa e extensão que as Instituições de Ensino Superior (IES) são reconhecidas pela comunidade. Vale lembrar que somente uma parte do reconhecimeto externo se dá atrevés do Marketing. E é muito bom ser lembrado pela comunida, não por causa da galera bonita que apareceu no comercial da televisão ou no outdoor, mas por ter participado de momentos importantes da história da comunidade.
Hoje não só ouço estas manifestações com um olhar crítico, como realmente me incomodo. Talver por ser egressa do sistema público de ensino, e não estar acostumada com esse tipo de relação entre estudante e instituição de ensino, ou até por minha história de vida, onde nunca tive as coisas de "mãos-beijadas". Precisei ralar muito, até pra nascer. Pontanto, modéstia a parte, não quero me acomodar ao que está pronto. Com os estágios em instituições já definidadas, com projetos de disciplinas prontos. Tenho desejos e prefiro construir, fazer do meu jeito a desenvolver o desejo dos outros. Lògico que fazer o próprio projeto dá trabalho e nem sempre professores estão dispostos a isso. Mas pelo menos prefiro ralar muito do que ficar "com a boca escancarada, cheia de dentes, eperando a morte chegar" (RAULZITO).
Hoje não só ouço estas manifestações com um olhar crítico, como realmente me incomodo. Talver por ser egressa do sistema público de ensino, e não estar acostumada com esse tipo de relação entre estudante e instituição de ensino, ou até por minha história de vida, onde nunca tive as coisas de "mãos-beijadas". Precisei ralar muito, até pra nascer. Pontanto, modéstia a parte, não quero me acomodar ao que está pronto. Com os estágios em instituições já definidadas, com projetos de disciplinas prontos. Tenho desejos e prefiro construir, fazer do meu jeito a desenvolver o desejo dos outros. Lògico que fazer o próprio projeto dá trabalho e nem sempre professores estão dispostos a isso. Mas pelo menos prefiro ralar muito do que ficar "com a boca escancarada, cheia de dentes, eperando a morte chegar" (RAULZITO).
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