segunda-feira, 28 de março de 2011

Curta do Dia: 4=1

Curta do Dia: 4=1 Colegas, este curta metragem é uma boa dica para compreender o conceito de intervenção. Assistam e vamos discutir depois. Um abraço.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pesquisa e Trabalho

Tenho comigo uma inquietação: por que os estudantes de graduação que trabalham não podem receber bolsas de incentivo? Por exemplo, o programa de iniciação científica aqui da faculdade, não comtempla com desconto na mensalidade os alunos que tiverem algum tipo de vínculo empregatício ou que esteja recebendo alguma outra bolsa. Interpreto isso como uma solicitação de exclusividade.
Na minha perspectiva, isso é quase impossível, já que atualmente, quando estudo e trabalho não estão por causa da profissionalização(profissionais que já atuam em determinadas áreas e buscam se aperfeiçoar) ou de alunos que trabalham, exclusivamente para pagar a faculdade. Em ambos exemplos o trabalho é indispensável.
Acho que por consequência, a pesquisa fica significada com atividade burguesa. É bom dizer que pesquisa não é coisa de burgês, mas, se quem trabalha está legalmente impedido de ser comtemplado pelas bolsas de iniciação científica, acho que este impasse tem intencionalidade. 
Já ouvi vários professores declararem que os alunos que mais rendem em pesquisas são os alunos que trabalham. Parece a CAPES, orgão que regulamenta tal legislação, já flexibilizou essa exigência, no entanto é preciso que as instituições de pesquisa incluam tal modificação em seus editais.

Acho interessante que passemos a cobrar das instituições onde estudamos esse direito.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Hello!!!

Após alguns dias sem dar as caras decidi (ou melhor, consegui) voltar.
Hoje eu estou novamente como a menininha da foto: arrancando os cabelos. Quero falar é de mim.
Pôxa! Eu acho não obter retorno nas minhas investidas!!! Pois é. Sabe quando você gasta muita energia em uma coisa, esperando, logicamente, retorno e não funciona? Parece que o que dá certo é não investir (eu e minha conversa de histérica de novo)...tá vendo Bila???
Sei lá... às vezes tenho vontade de fazer só pra mim, pelo menos não vou ficar frustrada.
Espero voltar com notícias melhores depois.

BJOS
Té segunda.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Psicologia para psicólogos

O estudo da Psicologia tem umas peculiaridades. Me deparei essa semana com uns escritos de Freud, que em determinado momento menciona a diferença que existe entre estudar as ciências convencionais (tal como física, matemática) e o que nós fazemos m Psicologia. Pensamos sobre o funcionamento do órgão que nos faz pensar, ou seja, fazemos ciência, “sobre a ciência do ser e do pensar”. Daí a pergunta: será que o pensar dá conta de entender a dinâmica do pensar? (que pergunta maluca, né?). O interessante é que de tão complexo que é o nosso pensamento, corremos o risco de não compreender alguns textos, conceitos, teorias por causa da relação que estes têm com a nossa subjetividade.
Pois é! Comecei a verificar esses impasses quando me deparei com assuntos que para mim eram muito simples de compreender e alguns colegas quase entraram em parafuso. Dou exemplo de assuntos fáceis para mim, não por não ter problemas na compreensão dos assuntos, mas porque dificilmente conseguimos perceber quando estamos dentro dessas situações. O ponto onde quero chegar tem a ver com as resistências individuais.
Nós, estudantes de psicologia não estamos imunes ao efeito do que lemos. E algumas vezes esta defesa (que não é necessariamente ruim) nos impede de assimilar alguns conteúdos. Pra quem já viu algo sobre mecanismos de defesa facilita uma pouco. De qualquer forma, tem um site com umas boas definições (pelo menos para compreender o que acontece conosco): http://www.psicologado.com/site/escolas/psicanalise/mecanismos-de-defesa
Não é um problema nos utilizarmos destes artifícios, porém existem mecanismos de defesa que, deependendo da situação, serão elabaorados de maneira muito pobre, ou seja,  alto gasto de energia e baixa eficácia. Mas como assim? Nesses caso os exemplos são sempre muito complexos, no entanto acho que a galara que está lendo este blog é da área psi ou simpatizante por isso, não é um absurdo pensar que temos ações que fogem do nosso controle. Algumas vezes percebo que em determinada aula, sinto uma vontade de sair, ir no banheiro, falar no celular, etc. Neste momento posso ter um mecanismo de defesa em ação (mas também pode ser que aula esteja um porre). A idéia não é psicologizar a vida, mas evitar alguns desgastes. É mais interessante pensar "qual a relação/significado que essse tema possui na minha vida?". Já vi amigas minhas sairem irritadissimas de algumas aulas por causa das discussões que se desenrolaram em sala de aula. Imagina uma pessoa que tem um ente portador de algum sofrimento mental, com episódios de agressão, ouvindo um professor defender a luta anti-manicomial? Justamente, a luta-antimanicomial na minha opinião não está errada, porém uma pessoa que nunca viveu esta situação tem muito mais condições de me distanciar e compreender a questão que uma pessoa que vivenciou esta história. Quando o sujeito do exemplo acima ouve o professor ou colega dizer que paciente psiquiátrico deve estar com a família, pode ser que esse sujeito-imaginário  reviva todas as experiências angustiantes relacionadas a esse tema. É possível até que esta pessoa empreenda discussões enérgicas na defesa de manter os pacientes psiquiátricos sob internação permanente. Porém toda essa argumentação estará apoiada sobre as experiências pessoais e não no que seria o melhor tratamento para um paciente com sofrimento psíquico.
Esse é um tipo de discussão que na minha opnião se assemelha à discussão que se terce me torno do paradigma da neutralidade em pesquisa. Não existe um pesquisador-modelo. o que existe são pessoas que se interessam por determinado assunto a partir das suas experiências subjetivas. Por isso aprecio considerávelmente a idéia de que quando escolhemos um tema de pesquisa. Acredito que sempre somos denunciados por nossas escolhas e nossos discursos. Como já disse, isso não é necessariamente ruim, nem bom. O lance é como nos relacionamos com essas questões e se estamos dispostos a pensar sobre elas. Do contrário, quando nos deparármos com essas situãções na vida profissional, corremos o risco de responder de acordo com as nossas próprias experiências, desconsiderando a singularidade do sujeito.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Responsabilidade Individual

Quero dividir com vocês uma angústia antiga. A relação dos estudantes/clientes com o serviço oferecido nas instituições de ensino superior.
A maioria dos meus colegas sabem que me transferi de outra faculdade aqui para a FSBA. Passei 5 semestres em um outro curso de Psicologia. Não vou dizer que tudo que havia lá era ruim, mas as unicas coisas que tenho saudade não se relacionam com a competência da instituição: era muito mais próximo da minha casa e lá eu estudava pela manhã. Fora isso conheci alguns bons professsores, que mais cedo ou mais tarde também sairam.
Nesta faculdade em algumas oportunidades ouvi alguns colegas reclamerem do trabalho que era conseguir instituições para realizar os estágios de "observação". Lembro das falas de alguns colegas como se fosse hoje: "Onde já se viu isso? Pago uma mensalidade tão cara pra ainda ter que sair para procurar lugar para fazer estágio! Isso é responsabilidade da coordenação do curso. " Ouvi passivamente esse discurso por alguns semestres, mas chegou uma hora que essa fala começou a me incomodar. Isso acontecei mais exatamente quando foi trabalhar na empresa onde trabalho. O mundo capitalista nos ensina algumas coisinhas. Pensei o seguinte: quando eu tiver saido da faculdade terei que me virar para conseuir um trabalho que me realize, algo que esteja a altura dos motivos que me trouxeram  à Psicologia (não dá pra se contentar com a vaga dos classificados).
A princípio pode parecer pretencioso, mas se funcionarmos na lógica do estudante que no dia formatura recebe um diploma com pó de pirlim-pimpim relamente, vamos nos conformar com a vaga sub-tudo (remunerada, valorizada, aproveitada). A partir do dia percebi que no dia da minha formatura eu não mudaria de categoria subtamente, de estudante para profissional, passei a me incomodar com o comodismo e a repetição de uma teoria nua.
Tudo que eu vejo na faculdade não vai em hipótese alguma fazer sentido se não estiver inserido em um contexto. Daí a importancia das atividades de pesquisa e extensão. Na legislação educacional brasileira existem normas que obrigam as universidade a apoiar o processo educativo sobre as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Mas o que temos a ver com isso? Estudamos em uma Faculdade e não numa Universidade, certo? Em parte. Realmente, não somos uma Universidade. No entanto, é atraves das atividas de pesquisa e extensão que as Instituições de Ensino Superior (IES) são reconhecidas pela comunidade. Vale lembrar que somente uma parte do reconhecimeto externo se dá atrevés do Marketing. E é muito bom ser lembrado pela comunida, não por causa da galera bonita que apareceu no comercial da televisão ou no outdoor, mas por ter participado de momentos importantes da história da comunidade.
Hoje não só ouço estas manifestações com um olhar crítico, como realmente me incomodo. Talver por ser egressa do sistema público de ensino, e não estar acostumada com esse tipo de relação entre estudante e instituição de ensino, ou até por minha história de vida, onde nunca tive as coisas de "mãos-beijadas". Precisei ralar muito, até pra nascer. Pontanto, modéstia a parte, não quero me acomodar ao que está pronto. Com os estágios em instituições já definidadas, com projetos de disciplinas prontos. Tenho desejos e prefiro construir, fazer do meu jeito a desenvolver o desejo dos outros. Lògico que fazer o próprio projeto dá trabalho e nem sempre professores estão dispostos a isso. Mas pelo menos prefiro ralar muito do que ficar "com a boca escancarada, cheia de dentes, eperando a morte chegar" (RAULZITO).

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Nutrindo o currículo

Na sexta-feira, depois da minha última postagem li um texto sobre histeria que, vixe, me identifiquei toda! Mas faz mal não... só não vou dividir com vocês por que seria muita exposição da figura (rsrsrsrs). E olha que eu ainda nem tinha lido a postagem da Bila.
Mas deixando aminha histeria de lado, tenho pensado seriamente na questão de elaborar projetos. É isso mesmo! Projetos. E essa dica serve também para vocês. O que vocês gostam/planejam fazer em Psicologia? Já pensaram em fazer um planejamento do que pretendem fazer no final do curso? Especialização, Mestrado e Doutorados não caem do céu, são construídos através de uma carreira, o que não é necessariamente o que você fez já como psicólogo. Grupos de estudos, estágios, artigos, cursos de extensão são ítens de peso na avaliação de um currículo. Pensando desse jeito fica menos distante planejar o Mestrado. Estou com planos de exercitar a elaboração de projetos ou se tiver um curso, quem sabe? Pensando assim, percebo que preciso considerar ainda mais o que pretendo fazer no TCC. Pra quem já sabeo que fazer, ótimo! Mas no meu caso, ainda não me decidi, tenho definir um tema para o TCC. Já  é bastante interessante...

Abraços para Júnior Queiroz, Bila e Tássia.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Quem é que me (em)forma?

Hoje eu acordei sem querer sair de casa. Engraçado, na semana passada, sexta-feira, eu também não queria sair de casa. Tive a impressão que ficando em casa estaria ganhado mais. Mas, superei, saí e não me arrependi. Faço parte de uma grupo muito interessante, que aborda temas relacionados a infância, risco, vulnerabilidade, constutição subjetiva e outras coisas que se relacionam com meus planos profissionais. Tiramos encaminhamentos significativos.
Através das discussões viabilizadas nesses espaços de formação (participo de outros grupos), comecei a pensar (na verdade, retomei o pensamento) sobre como a postura dos estudantes de psicologia, e de outras graduações também, são determinantes para o sucesso profissional.
No ano passado tive a oportunidade de atuar em um projeto desenvolvido por estudantes de psicologia e aplicado com professores do nível fundamental e nível médio, cujo objetivo era discutir os impactos da violência dentro da escola. Depois dessa experiência não me enxergo mais como alguém que só poderá atuar/intervir depois de decorridos os 10 semestres de formação. E além disso, acredito que as aulas passam a fazer mais sentido depois de algumas experiências que estam fora do currículo obrigatório. O que estou querendo dizer é que a sala de aula oferece alguns conteúdos para as intervenções, porém, seguindo o nosso desejo temos muito mais a contribuir. Já passaei por outra instituição de ensino e saí de lá quando alcancei o 5º semestre. Hoje me encontro com os alunos que estudaram comigo nessa outra instituição e vejo o quanto consegui ampliar meu conhecimento. Certo que o conteúdo estudado influencia, porém a existência ou não de espaços para discutir, aplicar e observar as contribuições dos teóricos é um diferencial. Com mais um "porém", quero encerrar este comentário: como a instituição vai compreender quais são os seus anseios profissionais? No decorrer destes dois anos, na Faculdade Social, compreendi que por mais que a instituição tenha seus projetos próximos aos meus ideais de carreira, o que me distinguirá da multidão de psicólogos certamente não serão as ferramentas que recebi da minha instituição de ensino, mas o que eu fiz com elas.
Assim, planejar e empreender são os melhores exercícios para quem deseja se diferenciar profissionalmente.
Nas próximas postagens vou falar mais algumas coisas sobre o assunto, até porque é uma forma muito interessante de me planejar também.
Já ia me esquecendo das minhas últimas "deitadas" no divã desencanei com o lance de "passar na frente". Estou penssando em outras coisas, mas depois atualizo vocês. Até mais.