terça-feira, 10 de agosto de 2010

Da última vez que deitei no divã

Na minha última sessão soltei umas coisas que até agora estão me dando arrepio. Falei de um lance de "passar na frente", como se eu me colocasse na frente das pessoas para sofrer no lugar delas. urg!!! atér agora essa história soa na minha cabeça. O problema não é que eu tenha descoberto que eu quero sofrer no lugar dos outros, pelo contrário, minha analista pontou para umas viagens muito loucas que ando dizendo sobre tirar as pessoas da minha frente. Assim, como se eu apagessem-as. Acho que isso faz sentido. Ontem a noite, duarante o encontro de supervisão (o estágio de atendimento), minha colega "passou na minha frente" de maneira acidental (o professor se interessou pelo caso que ela estava atendo) e eu pirei o cabeção. Quase que eu surto. Me senti tão mal... Estou contando nos dedos as horas para resolver isso. Acho que sou meio histérica. Será??? Estou sentindo falta de ar, palpitação, um casaço assustador, entre outras coisas.
O mais bizarro foi que, quando esse assunto surgiu na terapia, a seesão, além de durar quase 15 min., eu saí cantando Cowboy fora da lei, de Raulzito. No fundo eu sentia que eu não era nem um pouquinho daquele jeito (como rezava a música do Raul Seixas). Pra acabar de completar eu ainda teimei em esquecer uma parte da música, o que fez com que eu tivesse certeza que eu preferiria ficar com o lugar do Durango Kid, contado pelo roqueiro.

Papai não quero provar nada, já servi à Patria amada e todo mundo cobra minha luz.
Oh coitado, foi tão cedo... &♀º↨↑↓╔T_☻morrer dependurado numa cuz.

No trechinho que eu coloquei os símbolos tem a expressão do desejo de não ser um novo Jesus Cristo e, detalhe, eu não conseguia me lembrar de jeito nenhum.
Epero que amanhã eu esteja viva pra contar o resto dessa história.

Nenhum comentário:

Postar um comentário