Tenho comigo uma inquietação: por que os estudantes de graduação que trabalham não podem receber bolsas de incentivo? Por exemplo, o programa de iniciação científica aqui da faculdade, não comtempla com desconto na mensalidade os alunos que tiverem algum tipo de vínculo empregatício ou que esteja recebendo alguma outra bolsa. Interpreto isso como uma solicitação de exclusividade.
Na minha perspectiva, isso é quase impossível, já que atualmente, quando estudo e trabalho não estão por causa da profissionalização(profissionais que já atuam em determinadas áreas e buscam se aperfeiçoar) ou de alunos que trabalham, exclusivamente para pagar a faculdade. Em ambos exemplos o trabalho é indispensável.
Acho que por consequência, a pesquisa fica significada com atividade burguesa. É bom dizer que pesquisa não é coisa de burgês, mas, se quem trabalha está legalmente impedido de ser comtemplado pelas bolsas de iniciação científica, acho que este impasse tem intencionalidade.
Já ouvi vários professores declararem que os alunos que mais rendem em pesquisas são os alunos que trabalham. Parece a CAPES, orgão que regulamenta tal legislação, já flexibilizou essa exigência, no entanto é preciso que as instituições de pesquisa incluam tal modificação em seus editais.
Aqui está o link para a entrevista com o presidente do CNPq, Jorge Almeida Guimarães: http://www.capes.gov.br/servicos/sala-de-imprensa/36-noticias/3972-entrevista-esclarece-duvidas-sobre-portaria-que-permite-acumulo-de-bolsas-com-atividades-remuneradas
Acho interessante que passemos a cobrar das instituições onde estudamos esse direito.
Concordo plenamente, Alê! Esse é um assunto que me inquieta há um tempo. Assim como o fato de eu ser servidora pública e não poder receber bolsa-auxílio em estágios de algumas instituições... se é a própria Prefeitura que custeia boa parte da minha mensalidade, isso significa que minha renda é tão baixa a ponto de eu precisar de ajuda pecuniária para estudar. Entendo que os incentivos precisem chegar a um maior número de pessoas, mas... ainda acho que há o que se discutir nisso.
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